13 de dezembro de 2015

Biólogo faz sozinho a recuperação de área de mangue

Biólogo Luiz Gonzaga
O biólogo Luiz Gonzaga plantou sozinho, desde 2012, mais de 2 mil mudas de vegetação rasteira, no mangue da Lagoa de Itaipu, Niterói, RJ. O projeto ocorre em parceria com o Parque Estadual da Serra do Tiririca, que disponibiliza material, transporte e pessoal para o desenvolvimento da ação.
Os mangues são importantes ecossistemas da natureza, já que funcionam como um abrigo para que filhotes de mamíferos, peixes e até aves possam se proteger contra predadores, enquanto crescem. O grave problema é que esses espaços são constantemente destruídos pela construção de hotéis e outros edifícios na região.
O mangue da Lagoa de Itaipu já tem algum de seus trechos degradados e obstruídos e se não fosse pela dedicação de Luiz o local permaneceria assim por muito tempo. A primeira região reflorestada pelo biólogo foi a beira do canal Camboatá, cuja vegetação, atualmente, já se encontra grande. Com a recuperação do mangue, já é possível encontrar diversos crustáceos, aves e peixes, que fazem desse ecossistema o seu habitat.
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Isto é floresta tropical brasileira

Educação ambiental

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Educação ambiental

11 de dezembro de 2015

Recuperação da Mata Atlântica custa apenas 0,01% do PIB brasileiro

Após três anos de funcionamento, a floresta já é capaz de se manter sozinha. | Foto: ©iStock/José Geraldo Costa

De acordo com o estudo produzido pela pesquisadora brasileira Cristina Banks-Leite, professora da Imperial College de Londres, seria necessário investimento de apenas 0,01% do PIB nacional para este fim.

A proposta apresentada por ela é de que o governo desenvolva um sistema nacional e integrado de pagamento por serviços ambientais. Esta recompensa deve garantir a preservação de, ao menos, 30% da cobertura vegetal. O cálculo do investimento, conforme publicado na revista científica Science, seria aplicado em 37 mil áreas de mata atlântica e significa o equivalente a R$ 445 milhões. Pode parecer muito, mas corresponde a apenas 6,5% do que é destinado aos subsídios agrícolas.

O estudo garante que a mudança não causaria prejuízo aos produtores, nem em termos de produtividade e nem financeiramente, já que a área deixada de ser usada para o plantio seria recompensada pelo investimento governamental. Pelo contrário, a própria agricultura poderia ser beneficiada pela preservação das espécies e pelos serviços ambientais que elas realizam, como a polinização, por exemplo.

As 37 mil áreas consideradas por Cristina nessa proposta são locais em que os produtores já mantêm áreas de preservação de 20% e que já possuem certa quantidade de animais e plantas vivendo ali. Isso facilitaria a recuperação, tornando-a mais simples e eficiente.


Em entrevista à Veja, a cientista esclarece que o investimento seria ainda menor com o passar do tempo. Após três anos de funcionamento, a floresta já é capaz de se manter sozinha. Assim sendo, o governo reduziria o investimento, para manter apenas a recompensa paga aos agricultores. “A partir do quarto ano seria possível restaurar outras áreas de Mata Atlântica com o investimento inicial, então, essa é uma estratégia que pode ser adaptada à medida que o tempo for passando”, informou Cristina, que está otimista com a possibilidade. “Eu acho que existe interesse político e dinheiro disponível no momento, então é um momento propício”, conclui.

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Projeto plantou 1 milhão de árvores ao redor de rios em 5 anos

O programa ainda construiu 635 novas cisternas e restaurou 681 hectares de terra. | Foto: Reprodução/Facebook

A ação do Programa Água Brasil, da Fundação WWF, Agência Nacional de Águas, Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil, plantou um milhão de árvores ao redor de nascentes no período de cinco anos.

As mudas foram plantadas nas sete bacias hidrográficas em que o Água Brasil atua. Os plantios tiveram como objetivo aumentar a quantidade de vegetação, melhorar o fluxo de água e a qualidade dos recursos hídricos do país.

Por meio de boas práticas na agricultura e na pecuária, o programa Água Brasil conquistou resultados importantes: 681 hectares restaurados, 2.542 hectares com terraceamento realizado, 1.639 hectares de fragmentos conservados, 635 cisternas de uso doméstico construídas e um milhão de mudas plantadas, contribuindo para a qualidade da água e do ar, evitando a erosão do solo.

“Depois de cinco anos de trabalho, temos muito o que comemorar. O plantio de um milhão de mudas só vem reforçar a importância dos projetos desenvolvidos pelo Água Brasil para a conservação dos recursos hídricos no Brasil. A mudança é visível nas comunidades rurais, que implementaram boas práticas e tem nos ajudado a conservar nosso recurso mais precioso”, afirma Asclepius Ramatiz Lopes Soares, diretor-geral da Unidade de Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil.

Além de um plantio simbólico, os quatro parceiros do Programa apresentarão os principais resultados da primeira fase (ciclo 2010-2015), enquanto técnicos de conservação mostrarão os trabalhos desenvolvidos em cada uma das regiões atendidas pelo Água Brasil.


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8 de dezembro de 2015

Em um ano, área desmatada do Cerrado equivale a três cidades do RJ

Matopiba é a nova fronteira agrícola brasileira (Foto: Ernesto de Souza/Editora Globo)

Entre junho de 2014 e junho de 2015, o Cerrado perdeu 3448 km² de vegetação nativa segundo o recém-coletado dado do Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento (SIAD-Cerrado). No cerrado, o desmatamento está concentrado na região que é tida como a nova fronteira agrícola brasileira, chamada de Matopiba, e engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.


Adriano Faria, pesquisador de Análises Ambientais da Universidade Federal de Goiânia (UFG), acredita que há um incentivo governamental para desmatar o Cerrado dessa região. “O governo acaba sendo contraditório, porque a fala é de combater o desmatamento, mas o modelo de desenvolvimento da região é baseado nele”, diz Adriano, que classifica a região como a área de Cerrado mais preocupante em termos de devastação. Isso porque o território ainda concentra grande quantidade de vegetação preservada.

Os últimos dados do SIAD também registram zero desmatamento em estados como São Paulo e Paraná. Porém, segundo Adriano Faria, isso é uma consequência do tanto que a área já foi explorada, e não um sinal de que o bioma está sendo preservado. “Na região central e sul do país já se desmatou tanto que não há como manter o ritmo acelerado de desmatamento”, diz. “É uma região em que esses números tendem a diminuir”.

Fora isso, há ainda os estados pertencentes a Amazônia legal, como Mato Grosso e Tocantins, que seguem o acordo da Moratória da Soja, um acordo agrícola para não comprar soja oriunda de áreas de devastação. O problema é que a Moratória só serve para a Amazônia, excluindo outros biomas. E, segundo o pesquisador, isso afeta o Cerrado negativamente porque há a necessidade de aumentar a eficiência da produtividade e de ocupar novas áreas. “Muitas pessoas que estão na Matopiba vêm do sul ou do Mato Grosso”, afirma.


O pesquisador acredita que o desmatamento nessa região ainda aumente nos próximos anos. Isso porque Matopiba tem boas condições naturais para a agricultura. “Não posso afirmar que os números vão aumentar, mas a região é perfeita para o agricultor. É uma região plana e farta em recursos hídricos, e está dentro desse modelo de desenvolvimento”, diz Adriano.

Estudiosos enfatizam que o Cerrado é tão importante quanto a Amazônia. Além de grande diversidade biológica, concentra muitos aquíferos e espécies endêmicas já ameaçadas. Desde 2002, primeiro ano com dados coletados pelo SIAD, já foram devastados 67.662 km². Com isso, além de afetar a biodiversidade, áreas de nascentes de bacias hidrográficas podem ficar comprometidas e o ciclo da chuva pode ser alterado.

Bioma Cerrado (Google)

“Deveria haver mais incentivo para a preservação do Cerrado. Também me preocupa a falta de fiscalização, porque o Brasil monitora muito mal os biomas que não são a Amazônia”, afirma Adriano. “Sabemos que preservação e desenvolvimento econômico não se opõem, sempre existem novas tecnologias e novas formas de manejo. Nunca é tarde para começar as coisas”, diz.


Os 3448km² de desmatamento do Cerrado somam-se aos mais de 5800 km² de destruição da Amazônia entre 2014 e 2015, um aumento de 16% em relação ao período anterior. Segundo a pesquisa Terraclass Cerrado, restam 54,5% da vegetação nativa do bioma.

Fonte:



24 de novembro de 2015

Intervenção Ambiental - Desmatamento

Boa Tarde a Todos! Desde a inauguração do blog, nós do "Todos contra o desmatamento" viemos divulgando notícias e reportagens referentes ao tema (algumas de certa forma polêmicas, e outra como curiosidades). O nosso maior orgulho, desde termos sido escolhidos a trabalhar com o tema e após termos criado o blog, foi nossa intervenção ambiental na Escola Municipal Josefina Macedo Gontijo. Fomos recebidos com muito amor e carinho pela equipe pedagógica, os professores, mas, principalmente pelos os alunos. Uma Turma da antiga 5ª série (atual 6 ano), que nos cativou com seus olhares e atenções...

Todos prestando atenção no nosso palestrante, Gustavo Gorge.

E o restante do grupo observando com atenção e carinho os mais levados

Graças a eles, conseguimos desenvolver um vídeo mostrando que nossos esforços para conscientizar estes meninos foi levado a sério. E tivemos como produto final do trabalho, além da cartilha e esse excelente vídeo, o carinho de todos da turma!








Agradecemos a toda a equipe da Escola Municipal Josefina Macedo Gontijo por nos cederem vez no meio de tantos estudantes que sonham em palestrar sobre algo tão vital e importante como o tema Meio Ambiente, tendo como foco o Desmatamento!